segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
sábado, 23 de janeiro de 2021
Samarcanda
O término da viagem pelo Uzbequistão foi Samarcanda, a mítica cidade da rota da seda. Sinceramente, a cidade não se revelou tão extraordinária como a descreveram viajantes de outros tempos. Talvez se a estadia tivesse sido mais longa, outra impressão pudesse ter dela ficado.
É certo que a grande praça de Registan merece uma visita. Sobretudo, porque quando chegámos, ao final da tarde, estava uma luz dourada e porque a praça estava cheia de grupos de uzbeques, que passeavam e se fotografavam tendo por cenário os magníficos e imponentes edifícios das três madrassas que demarcam o espaço. Uma vez mais, deslumbram os azulejos que cobrem as paredes de cima a baixo e as cúpulas, decoração que continua nos pátios interiores onde, à semelhança do que acontece em todos os locais que visitámos, se multiplicam lojas para consumo de turistas.
O local que mais me impressionou foi a necrópole de Shakhi-Zinda. Por ser um ainda hoje um santuário importante, os turistas misturavam-se com muitos grupos de uzbeques de todas as idades. A riqueza e a profusão dos azulejos torna o sítio num verdadeiro catálogo de padrões e cores, com destaque para o azul. Há azuis de todas as tonalidades! São mais de 20 mausoléus e duas pequenas mesquitas, construídos ao longo de séculos. Grande parte deles pode ser visitada.
Visitámos ainda a grande mesquita Bibi-Khanym, muito perto do mercado Siab. E é sempre prazeroso percorrer os mercados, sobretudo nesta parte do mundo. As cores dos produtos nas bancas são múltiplas, a que aqui se junta o colorido das vestes das mulheres. E claro, os cheiros das muitos especiarias.
Como no Irão, o acolhimento aos que vêm de fora, aos que visitam o país, é gentil. Gostaria de voltar ao Uzbequistão. Ficou ainda muito por ver.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Bom Ano 2021
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Samarcanda, a última paragem
"E agora passeia o teu olhar por sobre Samarcanda!
Não é deveras rainha da terra ? Altiva, acima de todas as cidades, e nas mãos dela os seus destinos?"
Edgar Allan Poe (1809-1849)
domingo, 8 de novembro de 2020
terça-feira, 20 de outubro de 2020
domingo, 11 de outubro de 2020
Impressões de Bukhara
Viajámos de Khiva para Bukhara de comboio, o que foi muito mais interessante do que se a viagem tivesse sido de avião. Durou mais ou menos 2 horas, num comboio com carruagens super confortáveis - muito melhores do que o nosso alfa - com direito a chá. Tudo impecavelmente limpo. Pela janela a paisagem desfilando: povoações com pequenas casas brancas, campos verdes, com hortas e pomares, mas também grandes extensões áridas, quase a lembrar o deserto. Chegados a Bukhara fomos levados para uma parte mais recente da cidade, onde ficava o o hotel, um edifício acabado de construir, quase a estrear que, pelo que percebemos depois, era um investimento familiar, onde os empregados eram os membros da família, sem qualquer experiência no ramo hoteleiro, mas com boa vontade. Três andares sem elevador, o que significou andar a carregar com as malas pelos lances de escadas. Os quartos eram enormes, mas com pormenores de construção que nos causaram muitas gargalhadas. O melhor de Bukhara estava reservado para a visita à parte antiga, património da Unesco. Mesquitas imponentes, com pátios enormes e azulejos maravilhosos, mercados, ruelas tranquilas, e uma praça onde ao final da tarde os habitantes se reuniam em esplanadas, com música ao vivo, dançando, comendo e conversando. Faltou tampo para apreciar tudo com tranquilidade, para explorar cada pátio ou simplesmente para ficar sentado a ver um pouco da vida dos locais.






















