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segunda-feira, 27 de abril de 2026

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ellora (fim)





Ellora (6)

O terceiro e mais espectacular dos templos de Ellora é o Kailasantha, dedicado a Shiva. É verdade que ainda não estive no Egipto, no México ou em Machu Pichu, por isso, esta construção, de todas as que tive o privilégio de visitar até agora, é que a que considero mais extraordinária. Este templo foi escavado num único bloco de rocha de basalto, de cima para baixo e cobre uma superfície que é o dobro do Parténon. É verdadeiramente impressionante como a escala é harmoniosa e equilibrada. É enorme sem sem esmagador.

domingo, 4 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ellora (4)




Ellora (3)

Do conjunto, foram três as caves que eu achei mais extraordinárias. A primeira é um templo que pertence ao núcleo budista; é uma espécie de catedral, se assim se pode chamar. Na rocha foi esculpida - sim, aqui tudo foi esculpido directamente na rocha - uma nave (sou péssima com as dimensões, mas tem um tamanho razoável), com uma cobertura, também esculpida, que parece feita aos gomos; no centro encontra-se uma enorme estátua de Buda (deve ter cerca de 3m), cujo rosto sereno é iluminado pela luz que entra por algumas aberturas. Há uma semi-penumbra que apela ao recolhimento e à oração. E foi o que fez um grupo de budistas que entrou entretanto com um monge. As orações que entoaram foram magnificamente ampliados por uma acústica perfeita. Fizeram-me lembrar os cantos gregorianos. Foi um daqueles momentos que guardamos para sempre memória.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ellora (1)




O sítio de Ellora

Ao longo desta viagem tenho partilhado aqui sobretudo imagens das ruas e das pessoas, fixações deslumbradas de uma realidade diferente, atraente porque exótica ao meu olhar ocidentalizado. Raramente tenho mostrado o património histórico, sobretudo os templos que pontuaram toda a viagem. Não porque não o merecessem, são magníficos e impressionantes obras de arte, onde a arquitectura se funde com a escultura e a pintura dá ainda mais ênfase ao conjunto. Grande parte deles são contemporâneos das nossas catedrais românicas e góticas, e como elas são a expressão do engenho humano posto ao serviço da glorificação divina. Mas, não quero deixar de vos mostrar aquele que foi, sem dúvida, o sítio que mais me impressionou : as caves de Ellora. Nunca tinha ouvido falar deste complexo e, por isso, não tinha nenhuma imagem/ideia do que iria ver. Apesar de ser também classificado como património da Unesco, Ellora perde para o Taj Mahal, que surge como A imagem da India. E é injusto que assim seja. Situado a cerca de 30 kms da cidade de Aurangabad (onde, nas ruas, os saris são raros e as mulheres se cobrem de negro da cabeça aos pés) Ellora é um complexo de 34 grutas escavadas numa montanha de rocha de basalto. São 34 templos e mosteiros, escavado entre os século 5 e 10: 12 budistas, 17 hindus e 5 janeístas. O dia estava ameno e os grupos de visitantes não eram numerosos e eram sobretudo indianos. Ficam aqui algumas imagens que só muito palidamente conseguem transmitir a beleza deste sítio.

domingo, 22 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

No templo de Meenakshi (1)

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O templo Meenakshi de Madurai

A cidade de Madurai foi a última paragem antes de deixar o estado de Tamil Nadu, rumo ao vizinho estado de Kerala. Madurai é uma das cidades mais antigas do sul da Índia e é interessante verificar que o seu perfil urbano ainda não sofreu grandes alterações, já que o único edifício que se destaca na paisagem é o templo Meenakshi, ou melhor as quatro enormes torres (gopurams) que marcam as quatro entradas - alinhadas com os quatro pontos cardeais -, a mais alta das quais mede cerca de 50m. Construído no início do século 17, este templo é dedicado a Shiva e a sua mulher Parvati, aqui chamada Meenakshi. Situado na parte antiga de Madurai, é um enorme complexo arquitectónico, com inúmeras salas e corredores, no meio dos quais existem pátios, um enorme tanque (presente em todos os templos hindus) e com zonas de lojas onde se vende toda a espécie de artefactos ligados ao culto. Lá dentro, os crentes vão andando de um lado para o outro, num movimento constante, parando junto das imagens dos deuses, frequentemente colocados dentro de pequenas salas, semelhantes às capelas e altares laterais dentro das igrejas católicas. Por vezes, as imagens de culto são estátuas que decoram os pilares. Em todas elas, cobrindo-as, há uma espécie de pó, sagrado, vermelho e branco, que os crentes colocam na testa. É curiso verificar como não obstante não existir propriamente um ambiente de silêncio, propício ao recolhimento, se observem homens e mulheres completamente absortos nas suas preces. Antes desta viagem nunca tinha entrado num templo hindu e confesso que fiquei impressionada. Pelo colorido, claro, mas sobretudo porque todos os templos são mais do que lugares de oração: são também espaços de lazer e de convívio, onde as famílias se sentam no chão partilhando refeições e conversas e onde as crianças brincam. São também abertos também aos não-crentes sem grandes restrições. Claro que a câmara onde se encontra a imagem sagrada do deus - invariavelmente Shiva - é apenas reservada aos hindus, mas, de resto, desde que deixemos os sapatos na "sapataria" da entrada, mesmo os estrangeiros podem entrar. E foi uma experiência inesquecível.
Pormenor importante: em todos eles para fotografar é necessário pagar à entrada; apenas num não foi de todo permitido fazê-lo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Brincadeiras

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O santuário dos cavalos sorridentes

Esta alameda que eu baptizei "dos cavalos sorridentes" faz parte de um lugar verdadeiramente especial. O guia tinha informado que nos ia levar a um santuário em pleno campo, que valia a pena o desvio para o visitar. Tratava-se, disse-nos, de um santuário onde se veneravam divindades ligadas a cultos ancestrais dos elementos da natureza a que se juntaram deuses do panteão hindu. Alguns metros depois ter saído da estrada para entrar num caminho estreito de terra batida, a camioneta chegou a uma espécie de clareira por onde pastava um rebanho de cabras, cujo pastor ficou a olhar para nós, surpreendido com aquela súbita e inesperada visita. Atraídas pelo barulho, algumas crianças da aldeia apareceram a saudar-nos, fazendo connosco o caminho para o santuário. Percorremos uma alameda de árvores e de curiosas e magníficas estátuas de cavalos em cerâmica. Alguns ainda estão intactos, pintados em cores vivas, sorridentes a acolhedores. Outros são já só pedaços de corpos cor de barro. A meio do caminho, um elefante colorido indicava o início do chão sagrado que só pés nus podiam pisar. Mais à frente, à sombra de um enorme tamarindo, estava o santuário. A atmosfera era leve e tranquila. Um sacerdote velava pelo culto das imagens e dava a sua benção, colocando-nos na testa uma marca branca. Ouviam-se os pássaros e os risos das brincadeiras das crianças. E apeteceu-me ficar naquele sítio onde o século 21 parece ainda não ter chegado.