sábado, 16 de maio de 2020

Khiva

Khiva é um ponto de passagem importante na rota da seda. A velha cidadela, centro histórico, depois do abandono do período soviético, está a ser reabilitada e, ao contrário do que acontece em muitos centros históricos, não é apenas um cenário para turista visitar. De facto, as suas construções são habitadas e nas ruas os locais misturam-se com os visitantes: há crianças brincando, grupos de jovens que conversam, roupa estendida  à porta das casas. O adobe eé o material de construção dominante e a sua cor característica domina a paisagem, pintada aqui e ali por algum verde e, claro pelas várias tonalidades de azul da cerâmica que é utilizada como revestimento, característica da arquitectura islâmica. Alguns edifícios são particularmente interessantes, como a Mesquita Juma. Exteriormente nada nos indica da singularidade do espaço interior, suportado por mais de duzentas colunas de madeira em olmo preto, talhadas em épocas distintas. A luz penetra quase só por uma pequena clarabóia e a semi penumbra contribui tanto para a fresquidão, como o recolhimento e a oração.  A fortaleza Kunya-Ark, a Madrassa Mohammed Rakhim Khan e o Palácio Tash Khovli  são também de visita obrigatória. Em todos, o olhar fica deslumbrado com a riqueza decorativa e a diversidade cromática dos azulejos! Só têm comparação com os que tinha admirado no Irão! Magníficos!

A mesquita Juma (ou das sextas-feiras)






sexta-feira, 24 de abril de 2020

terça-feira, 21 de abril de 2020

domingo, 19 de abril de 2020

sábado, 18 de abril de 2020

quarta-feira, 15 de abril de 2020

segunda-feira, 13 de abril de 2020

sexta-feira, 10 de abril de 2020

quarta-feira, 8 de abril de 2020

retratos de Tashkent #1





impressões de Tashkent

A capital do Uzbequistão foi uma surpresa. É uma cidade com largas avenidas bordejadas por árvores frondosas e de espécies variadas. Os espaços verdes são, aliás, múltiplos e muito bem cuidados, com canteiros de flores coloridas (como no Irão). Os passeios são largos e também existem ciclo-vias. Também por aqui as ruas principais têm iluminações que têm as nossas em época natalícia, o que achei maravilhoso. Como a cidade sofreu uma grande destruição na década de 1960, devido a um devastador terramoto, as construções datam maioritariamente dessa época; o edifício mais emblemático é, sem dúvida, o do Hotel Uzbequistan, que foi durante muitos anos um dos melhores desta zona da Ásia; os blocos de apartamentos, um pouco à maneira soviética, mas têm elementos decorativos inspirados na tradição islâmica. Os edifícios mais recentes são de uma aparência bem menos interessantes, denotando um gosto "novo-rico", como muitos frontões e mármores. O metro data também desses anos e as estações que visitámos são muito bonitas. A limpeza é total: não se vislumbra um único vestígio de lixo! E nas paredes e muros os grafitis também não existem. Em vários locais cruzámo-nos com grupos de uzbeques em passeio.

domingo, 29 de março de 2020

sábado, 21 de março de 2020

terça-feira, 10 de março de 2020