quarta-feira, 22 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
o leão que ri #2
As imagens anteriores não são muito boas, mas dão para ver como era o edifício que Pancho Guedes baptizou como "O leão que ri" logo após a sua construção. Actualmente está um pouco diferente.... Seguem-se algumas imagens do seu estado actual. Apesar de degradado continua a ser um "leão" luminoso!
sexta-feira, 10 de junho de 2016
arquitcturas de Maputo : Pancho Guedes
Já em posts anteriores falei do arquitecto, mas também escultor e pintor Amâncio "Pancho" Guedes (1925-2015). Nascido em Portugal, Pancho Guedes viveu parte da sua vida em Moçambique e foi em África (para além de Moçambique, projectou edifícios em Angola e na África do Sul) que desenvolveu a maior parte da sua actividade profissional. Os seus projectos arquitectónicos têm um carácter original, inovador e mesmo exuberante: Pancho Guedes utilizou neles materiais que se adaptavam às condições locais, escolheu formas e cores que se relacionavam não só com a paisagem envolvente, como também com as expressões artísticas africanas. Desta vez tive a oportunidade de ver outros edifícios que ainda existem em Maputo da autoria de Pancho Guedes. Ficam aqui registos dos prédios do dragão e do leão que ri, onde as características da sua arquitectura são bem evidentes.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
sábado, 21 de maio de 2016
Maputo, 13 anos depois
A primeira vez que aterrei em Maputo foi em 2007. A aqui dei conta das impressões que a cidade me tinha causado nessa visita. Por questões de trabalho, regressei à cidade neste mês de maio do ano da graça de 2016. As diferenças sentidas começaram logo ao chegar: o antigo e pequeno edifício do aeroporto, ainda do tempo colonial, desapareceu e no seu lugar ergue-se agora uma enorme e moderna construção, erguida, contam-me, por interesses made in China.
Na viagem até ao centro da cidade notam-se outras alterações. O asfalto está mais cuidado, existem novas rotundas, com destaque pata a rotunda-praça dos heróis, e a enorme vala com esgoto a céu aberto que começava logo ao sair do aeroporto está agora mais camuflada. O que não mudou, embora também esteja menos perceptível ao olhar do visitante, são os bairros periféricos tipo favela, onde habita grande parte da população e que continuam a com as mais degradantes condições sanitárias.
A "cidade de cimento" está igualmente diferente. Os edifícios do tempo colonial, na maioria de grande qualidade arquitectónica, quer as casas, quer os blocos de apartamentos, estão agora mais cuidados. A estes, juntam-se novas construções em altura que surgem um pouco por todo o lado, alguns ainda em fase de acabamento. Ao contrário das anteriores, que apresentavam soluções construtivas pensadas para uma cidade onde as temperaturas são quase sempre elevadas e elementos decorativos que as tornavam singulares, as novas são iguais às que povoam qualquer cidade do hemisfério norte, indiferenciadas. As ruas estão agora melhor pavimentadas e o trânsito aumentou de forma exponencial. Nos semáforos ainda há gente miúda e graúda a vender os mais variados produtos, mas muito menos do que em 2007. O lixo, que nessa altura se acumulava em todas as esquinas, deu lugar a contentores e achei a cidade bastante limpa. Aliás existem espalhados pelos passeios muitos caixotes de lixo e vi diversos camiões de recolha a fazer o seu trabalho.
Os que vivem em Maputo há muitos anos, ou desde sempre, avisaram que à noite é melhor ficar em casa ou então sair de carro porque as ruas não são seguras, e que nos últimos tempos a crise trouxe mais insegurança. Mas, durante o dia não é mais perigoso andar nas ruas do centro do que em qualquer outra cidade europeia. E as duas saídas nocturnas - ao Núcleo de arte, um sítio que é um misto de bar com música ao vivo, sala de exposições e ateliês de artistas - e ao Centro Cultural Franco-Moçambicano foram tranquilas.
Os restaurantes aumentaram e come-se em Maputo prego em bolo do caco e bacalhau à lagareiro, acompanhados por vinho do Alentejo ou do Douro e remata-se a refeição com uma bica, de café Delta.
É claro que as diferenças entre quem habita a cidade de cimento e os bairros à volta continuam a ser enormes, sendo que a qualidade de vida desses bairros não parece ter melhorado significativamente...
Mas Maputo continua a ser uma cidade com boa energia e gente gentil. e eu gostei muito de ter voltado.
Na viagem até ao centro da cidade notam-se outras alterações. O asfalto está mais cuidado, existem novas rotundas, com destaque pata a rotunda-praça dos heróis, e a enorme vala com esgoto a céu aberto que começava logo ao sair do aeroporto está agora mais camuflada. O que não mudou, embora também esteja menos perceptível ao olhar do visitante, são os bairros periféricos tipo favela, onde habita grande parte da população e que continuam a com as mais degradantes condições sanitárias.
A "cidade de cimento" está igualmente diferente. Os edifícios do tempo colonial, na maioria de grande qualidade arquitectónica, quer as casas, quer os blocos de apartamentos, estão agora mais cuidados. A estes, juntam-se novas construções em altura que surgem um pouco por todo o lado, alguns ainda em fase de acabamento. Ao contrário das anteriores, que apresentavam soluções construtivas pensadas para uma cidade onde as temperaturas são quase sempre elevadas e elementos decorativos que as tornavam singulares, as novas são iguais às que povoam qualquer cidade do hemisfério norte, indiferenciadas. As ruas estão agora melhor pavimentadas e o trânsito aumentou de forma exponencial. Nos semáforos ainda há gente miúda e graúda a vender os mais variados produtos, mas muito menos do que em 2007. O lixo, que nessa altura se acumulava em todas as esquinas, deu lugar a contentores e achei a cidade bastante limpa. Aliás existem espalhados pelos passeios muitos caixotes de lixo e vi diversos camiões de recolha a fazer o seu trabalho.
Os que vivem em Maputo há muitos anos, ou desde sempre, avisaram que à noite é melhor ficar em casa ou então sair de carro porque as ruas não são seguras, e que nos últimos tempos a crise trouxe mais insegurança. Mas, durante o dia não é mais perigoso andar nas ruas do centro do que em qualquer outra cidade europeia. E as duas saídas nocturnas - ao Núcleo de arte, um sítio que é um misto de bar com música ao vivo, sala de exposições e ateliês de artistas - e ao Centro Cultural Franco-Moçambicano foram tranquilas.
Os restaurantes aumentaram e come-se em Maputo prego em bolo do caco e bacalhau à lagareiro, acompanhados por vinho do Alentejo ou do Douro e remata-se a refeição com uma bica, de café Delta.
É claro que as diferenças entre quem habita a cidade de cimento e os bairros à volta continuam a ser enormes, sendo que a qualidade de vida desses bairros não parece ter melhorado significativamente...
Mas Maputo continua a ser uma cidade com boa energia e gente gentil. e eu gostei muito de ter voltado.
domingo, 3 de abril de 2016
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