domingo, 18 de maio de 2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Impressões de Bali

As primeiras impressões de Bali não podiam ser melhores: chegámos em plena festividade hindu e por todo o lado havia altares e templos enfeitados e as mulheres e homens envergavam os seus melhores sarongs. Se em Java a população é maioritariamente muçulmana, aqui mais de 80 % é hindu e essa diferença nota-se por todo o lado na paisagem. Isto é, a paisagem está salpicada de pequenos (às vezes nem tanto) templos, ou apenas pequenos altares à beira da estrada, por vezes protegidos por coloridos chapéus de tecidos vistosos, ou então são as próprias árvores "vestidas" com sarongs amarelos, brancos e dourados. É seguramente um regalo para a vista!
E sempre o verde, de várias matizes, mas sempre luxuriante. Por todo o lado - aliás como em Java - existem campos de arroz. Aqui são em socalcos, magníficos. E ao longe há sempre um vulcão. Estas gentes vivem literalmente à sombra dos vulcões. Tanto em Bali, como em Java há vulcões por todo o lado e as populações vivem com a ameaça sempre latente desses montes só aparentemente tranquilos.

domingo, 11 de maio de 2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

domingo, 4 de maio de 2014

totalmente inesperado!


uma boa surpresa na despedida

Estas são as últimas imagens de Java : um restaurante pouco usual, o palácio de um sultão local e o anexo onde ele ia a banhos com a sua corte de concubinas. O restaurante ficava num edifício nas traseiras e tinha sido em tempos mais ou menos próximos a habitação de dignatários da corte. Aliás, a família do actual sultão continua a habitar uma parte do palácio. No anexo dos banhos existiam várias piscinas/tanques de vários tamanhos, onde o sultão ia banhar-se com as suas favoritas longe do olhar dos seus súbitos. Abandonado depois de vários anos, acabou por ficar em ruínas. E aqui entra um episódio curioso. À entrada estava um placard onde, em inglês e indonésio, se contava a sua história e os responsáveis pela sua recuperação, que foi lido em diagonal e sem particular atenção. Quando estava na pequena loja de artesanato no final da visita, o rapaz que mostrava os seus trabalhos perguntou de onde vínhamos e ao dizermos Portugal abriu um enorme sorriso e disse que gostava muito dos portugueses porque tinha sido um arquitecto português a restaurar aquele sítio e que tinha sido uma instituição portuguesa a dar o dinheiro. Estaria o rapaz a fazer uma grande confusão? Afinal, a ligação de Portugal por aquelas paragens é mais para as bandas de Timor e era muito pouco provável que o estado português que nem dinheiro tem para cuidar do seu património andasse a custear o restauro do património alheio... À saída confirmou-se que era verdade, tinha sido um arquitecto português e quem tinha dados os fundos necessários tinha sido.... a Fundação Calouste Gulbenkian!

brincadeiras


quinta-feira, 1 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

domingo, 27 de abril de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Prambanan

Quando soube que o itinerário da viagem por Java incluía não só a visita ao maior templo budista, mas também a alguns templos hindus, pensei que, muito provavelmente, tinha percebido mal. Então a Indonésia não era há muito um país em que a principal convicção religiosa era o Islão? Pois é, há muitos séculos, por volta do século 9, o hinduísmo teve uma forte implantação na zona central da ilha  - e também em Bali, onde continua a ser a religião principal dos seus habitantes - e desses tempos ficaram vários templos, entre os quais o maior e melhor preservado é o de Prambanan. Melhor preservado é uma forma de dizer, porque, tal como aconteceu em Borobudur, os danos causados por sucessivos terramotos e erupções dos vulcões vizinhos foram imensos, como imenso foi o trabalho de o reconstruir. Aliás, no terreno continuam os trabalhos de consolidação dos edifícios, novamente abalados por uma erupção recente.  Prambaman é um enorme complexo dedicado à trindade hindu, Brahma, Vishnu e Shiva, e se há muitas semelhanças com os templos que tinha admirado no sul da Índia, as diferenças são igualmente grandes, sobretudo ao nível das formas, mais parecido com Anghor Vat na linguagem das formas. A grandeza das construção e o trabalho da pedra impressiona, tanto como as catedrais românicas que por aqueles anos se iam construindo aqui pela Europa.