sexta-feira, 18 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Bosra, a cidade adormecida
A última paragem antes de deixar a Síria foi a cidade de Bosra, já perto da fronteira com a Jordânia. De todos os locais visitados, Bosra foi talvez o que mais me impressionou. Apesar de estar classificada como património mundial pela Unesco, não tinha conhecimento da sua existência. Bosra foi a cidade mais importante do reino Nabateu no século 2 a.C. Conquistada pelos romanos, passou a chamar-se Nova Trajana Bostra, tornando-se a capital da província Arabica Petrea. Floresceu graças à sua posição como ponto de passagem das caravanas. Mais tarde foi conquistada pelos persas e tornou-se árabe em 634. Chegou a ter 800.000 habitantes. Neste século 21, continua a ser habitada. Os actuais moradores aproveitaram as estruturas arquitectónicas das antigas construções para edificarem as suas casas ao longo das antigas vias. Sente-se que o quotidiano corre sem pressas, num tempo que ainda não foi abalado pela vertigem frenética que contamina as nossas vidas urbanas. Por entre os vestígios do passado glorioso vislumbram-se cabras, patos, galinhas, que por ali andam indiferentes a tanta história. Nos frescos pátios das casas existem teares onde ainda se tecem magníficos tapetes. O teatro é uma construção impressionante: está perfeitamente conservado, construído - como aliás a maioria da cidade - numa pedra quase negra, que o torna diferente doutros visitados e pode sentar cerca de 8.000 espectadores. Bosa é um sítio a visitar absolutamente e como acontece com outros sítios na Síria ainda não foi invadido por terrível praga actual: o turismo de massas.
sábado, 12 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
Palmira, a noiva do deserto
Palmira fica num oásis situado no meio do deserto sírio, e seu nome aparece mencionado pela primeira vez num texto encontrado na cidade de Mari, datando do século 2 a.C. Também no Antigo Testamento Palmira é referida, com o nome de Tadmor, como uma das cidades do reino do rei Salomão. A sua importância e riqueza vieram-lhe da sua localização, ponto de paragem e passagem das caravanas que faziam o comércio entre o extremo Oriente e o Mediterrâneo. Conquistada pelos romanos, tornou-se uma parte do império, situação apenas interrompida durante um breve período, graças à rebelião de uma mulher, Zenóbia, que chegou a conseguir fazer frente às legiões de Roma. Depois da sua captura, Palmira nunca mais recuperou o esplendor e a importância e foi cedendo às investidas do tempo e do deserto. Hoje restam os vestígios da sua beleza, que são ainda suficientemente imponentes para nos deixarem adivinhar a sua elegância e cosmopolitismo. Ao lado, por entre o palmeiral, fica a cidade nova, construída para albergar os beduínos.
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